A música de Paul McCartney é minha amiga mais antiga; uma fiel companheira que me acompanha desde os nove anos, quando escutei o álbum triplo ao vivo Wings Over America do meu pai. Já no meu aniversário de 10 anos pedi de presente a minha mãe o LP Flowers In The Dirt. Em seguida mergulhei de cabeça nos discos dos Beatles e também na carreira pós Fab Four.
Prestes a começar uma nova turnê com previsão de vinda para o Brasil, Sir Paul está lançando mundialmente um novo registro ao vivo. Good Evening New York City está saindo no final do mês em dois formatos: um álbum duplo com DVD e uma versão de luxo com um segundo DVD bônus. O material cobre as três apresentações feitas em julho deste ano na comemoração de abertura do estádio de Baseball Citi Field, em Nova York, construído para substituir o Shea Stadium, onde os Beatles fizeram uma apresentação histórica em 1965 (quem já viu o Beatles Anthology sabe do que estou falando).
Este será o quarto DVD ao vivo lançado por Paul McCartney desde 2002, quando saiu o Back In US. Em seguida vieram o Live In Red Square e o The Space Within Us, sem falar do material que saiu na coletânea de vídeos The McCatney Years e no Box do Live 8, quando ele abriu e fechou o evento. Mas o que esse lançamento tem de especial em relação aos últimos DVDs de Paul McCartney? A banda que o acompanha, excelente por sinal, é a mesma. O set list, com a exceção de 4 ou 5 números, também é o mesmo. Aparentemente o Good Evening New York City não parece oferecer muitas novidades.
Paul McCartney é, pra mim, o maior músico de todos os tempos. Multi-instrumentista e autor de uma obra que dispensa comentários, ele envelheceu com sua integridade artística intacta – basta escutar o Chaos And Creation In The Backyard (2005), onde toca todos os instrumentos na maioria das músicas ou o Eletric Arguments (2008), projeto de música experimental em parceria com o produtor Youth.
Quando a gente cresce, passa a acreditar cada vez mais no “I know, it’s only rock’n roll but I like it” dos Stones. Mas no caso de Sir Paul e dos Beatles, é impossível dizer que é “só” rock’n roll. Aquelas músicas provocam reações que vão muito além de um simples gostar: elas emocionam, instigam, comovem, alegram e entristecem também - principalmente quando pensamos que Paul McCartney, assim como John Lennon e George Harrison, não vai viver pra sempre.
Quem precisa de mais um DVD ao vivo de Paul McCartney? Talvez quem queira sentir emoções mais intensas que um simples “gostar”.

Um comentário:
Primeiramente, parabéns pelo Blog. E, como não poderia deixar de ser, valeu por ao abrir já encontrar uma postagem sobre Paul. É sempre bom ver mais um vídeo dele.
Um abraço!!!
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