Em sua passagem pelo Brasil em outubro, Biz Stone, fundador do Twitter, declarou de forma clara que o “microblog”, como o Twitter é chamado, não é uma rede social, e sim uma rede de informações. É verdade. Diferente dos Facebooks ou Orkuts da vida, o Twitter representa uma nova e espontânea forma de propagação de conteúdo, fatos e idéias. Pode ser a estréia de um filme em Hollywood, um comício na Palestina ou um tribunal em Paris: o fato é que através do Twitter, as pessoas compartilham o que acontece em qualquer lugar do mundo e (o mais importante) em tempo real.
Apesar de ainda estar em pleno crescimento como ferramenta de troca de informações, é difícil apontar com exatidão os rumos que o Twitter vai tomar. Muitos dos 44 milhões de cadastrados no site, não usam a ferramenta. Afinal, nem todo mundo tem disponibilidade para ficar relatando o que está fazendo ou no que está pensando o tempo todo. No entanto, é no mínimo razoável dizer que ele irá se firmar ainda mais como instrumento de busca de conteúdo e informações.
Levando o assunto para o ambiente corporativo, parece notório que as empresas ainda estão descobrindo a melhor forma de usar o Twitter, seja como ferramenta de relacionamento com seu público, seja na forma de incluí-lo como parte do mix de marketing e promoção.
De minha parte, estou ansioso mesmo é para ver como o Twitter será usado nas campanhas eleitorais brasileiras de 2010. Acredito veemente que o microblog é um instrumento fantástico para este tipo de processo. Através dele, os eleitores poderão saber exatamente como os candidatos estão se movimentando no tabuleiro eleitoral. Ou seja, com quem estão reunidos, o que estão dizendo nas palestras em universidades, sindicatos, quais comunidades estão visitando, e tudo em tempo real. O mais importante, porém, é que o Twitter tem tudo para se tornar um meio de inclusão política, principalmente para a população mais jovem. Afinal, trata-se de uma ferramenta extremamente eficiente para debates e propagação de ideais, além de carregar um enorme potencial para mobilizar e agrupar pessoas com gostos e opiniões parecidas. Não há dúvidas de que o Twitter também será mais que monitorado de perto pelas equipes de marketing dos candidatos e também pelos analistas políticos. Sem jingles e sem slogans, o Twitter deve ser a sensação das Eleições 2010.
Nenhum comentário:
Postar um comentário