quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O papel da Internet nos processos eleitorais.


A vitória de Barack Obama está completando um ano. Pra quem se interessa por política e marketing eleitoral, como eu, as eleições estadunidenses de 2008 foram espetaculares de se acompanhar – não por acaso, o trabalho de conclusão do MBA em Marketing que fiz tratou do papel das novas mídias na vitória de Obama. Afinal, o atual presidente americano e sua equipe foram pioneiros na maneira em que usaram a internet para propagar mensagens, arrecadar dinheiro e mobilizar politicamente os eleitores. Pela primeira vez, o debate político foi além dos grandes veículos de comunicação para ser realizado na “blogosfera”. Ao adotar o ambiente on-line, Obama incluiu os jovens no diálogo, o que também foi determinante para a sua vitória. Numa época de diversificação e segmentação de públicos como a nossa, ele obteve mais de dois terços dos votos de eleitorados específicos como negros, latinos e eleitores debutantes. Levando essa fatia para si, Obama pode vencer em estados onde os democratas nunca imaginaram ser possível. A internet também foi responsável por 87% de toda a arrecadação da campanha do então senador de Illinois, sendo que 93% dos doadores contribuíram com menos de US$ 100.

Para as eleições presidenciais brasileiras de 2010, a justiça eleitoral - que em 2006 restringiu o uso da internet somente à página oficial do candidato destinada à campanha - deve finalmente se render a Internet. Quem sabe, a partir da inclusão digital, o debate político e eleitoral brasileiro ganhe um novo gás e a sociedade, que anda tão descrente, assuma o papel de protagonista no processo democrático.

2 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom! Parabéns!

Netão disse...

Massa véi! Estou ansioso para ver se vão liberar a internet nas próximas eleições e acompanhar o impacto dela nos resultados. Se for pra deletar essa corja empoeirada e gatuna que habita nossa política, melhor ainda.