quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Sobre o CD

Muito já se falou sobre o futuro dos CDs. As quedas nas vendas fecharam até portas de mega-lojas da Virgin – um verdadeiro paraíso para os amantes dos compact discs.

Na tentativa de melhorar as vendas, algumas gravadoras e artistas estão “agregando valor” a seus produtos. Uma das versões do novo álbum do Pearl Jam, por exemplo, ao ser inserido no computador, disponibiliza dois shows inteiros da banda em MP3 para download. Já os Black Crowes (uma de minhas bandas favoritas), lançaram em setembro último um álbum duplo cujo “disco 2” é disponibilizado via internet para os que compraram o “disco 1”. Este, por sua vez, está no mercado nos formatos CD e Vinil. As versões remasterizadas dos álbuns dos Beatles são outro bom exemplo: com a exceção da coletânea Past Masters, todos vêm com um mini-documentário para ser visto no computador.

Os “bônus” não deixam de ser uma recompensa pra quem ainda gasta algum dinheiro comprando CDs. Mais ainda para os cada vez mais raros amantes dos álbuns, como eu, que vêem num determinado conjunto de músicas um reflexo da fase criativa do artista. Nesse caso, um livreto bem ilustrado com notas da gravação, fichas técnicas ou takes alternativos das músicas - qualquer material adicional que possa ilustrar ou enriquecer a experiência auditiva – serão sempre muito bem-vindos.

Em minha opinião, os CDs não vão desaparecer do mapa. A música, assim como qualquer outro produto de consumo, deve seguir uma tendência de segmentação para atender públicos com perfis diversos. A volta do vinil, ainda que a preços exorbitantes, é uma prova disso. No 30º aniversário do clássico Exodus, de Bob Marley & The Wailers, por exemplo, a gravadora Island relançou o álbum num drive USB. Moderno e na onda da digitalização, sem dúvida. Mas quando eu penso que um álbum que já teve o formato imponente do LP virou um pen drive, me causa uma certa estranheza...

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