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quinta-feira, 18 de março de 2010

Menos razão e mais sentimento.

Assisti ao filme A Cor do Paraíso pela primeira vez numa aula de história da arte, ainda na universidade, e me marcou muito, contribuindo para quebrar meus preconceitos com o cinema feito fora de Hollywood.
A produção é iraniana e conta a história de um menino cego de 8 anos, órfão de mãe, que estuda numa escola especial. Quando seu pai resolve se casar de novo, ele vê o filho como um embaraço. O filme deu notoriedade mundial ao diretor Majid Majidi e é de uma sensibilidade cortante. Talvez porque estamos todos desacostumados a ser sensíveis. Bom, a cena abaixo diz tudo.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Guerra ao Terror

Na última sexta-feira, estive no cinema multiplex do Shopping Recife para a exibição do filme Guerra ao Terror (The Hurt Locker, EUA, 2009). A ocasião marcou a abertura da programação especial do UCI Recife dedicada aos filmes que estão concorrendo ao Oscar 2010. O convite me foi feito pelo jornalista e crítico de cinema Bernardo Queiroz, que também é meu primo. Depois da projeção, há sempre um bate-papo com dois críticos convidados, tarefa que, na sexta, ficou a cargo de Bernardo e Leo Peixe.
Guerra ao Terror conta a história de um grupo de soldados americanos, especialistas em desarmar bombas, na guerra do Iraque. A seqüência inicial, que por sinal é fantástica, mostra um conflito peculiar, uma guerra essencialmente urbana, numa atmosfera de paranóia constante vivida pelos soldados, acompanhada de uma contagem regressiva para voltar para casa.
Apesar de a tensão psicológica ditar o ritmo do filme, Guerra ao Terror, em minha opinião, também pode ser visto como um excelente filme de ação, com cenas de combate muitíssimo bem filmadas, alternando seqüências mais “nervosas”, quase como um documentário, com edições mais tradicionais do gênero. Também chama a atenção para o uso de câmera lenta em algumas cenas, que são de tirar o fôlego. Apesar disso, o filme também apresenta momentos de grande sensibilidade, onde os efeitos da guerra no homem são demonstrados na figura do protagonista.
O filme está indicado a nove Oscars. A diretora do filme, Kathryn Bigelow, também está concorrendo à estatueta de melhor direção, prêmio que não dele levar. Nesta categoria, o favorito é seu ex-marido, James Cameron, de Avatar. Mas aos que acham curioso o fato de uma mulher dirigir um filme de guerra, aqui vai um aviso: Guerra ao Terror é um filme para fã do gênero nenhum botar defeito.