quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A sensação da F1 em 2010 será uma velha novidade.

Quem acompanha a Formula 1 sabe que seus pilotos, me refiro aos medianos pra cima, além viciados por velocidade, são obcecados por competição e não gostam de perder nem “par ou ímpar”. Em minha opinião, foi esse espírito competidor e sua paixão por corridas que fez com que Michael Schumacher decidisse voltar às pistas. Existem outros prováveis fatores envolvidos: uma possível frustração por não ter conseguido substituir Felipe Massa esse ano? Gratidão pela Mercedes, por ter o conduzido à F1 no início de sua carreira? Desejo de alcançar a centésima vitória na categoria? Talvez tudo isso junto, quem sabe. Dinheiro? Não acredito. Shumacher receberá 7 milhões de euros por temporada, uma fortuna, certamente, mas não para um multimilionário como ele, que mesmo em seu primeiro ano de aposentadoria (temporária, sabe-se agora) ainda era o esportista mais bem pago do mundo.

Aos 41 anos de idade, é impossível prever se o Schumacher que veremos em 2010 terá, na Mercedez-Benz, o ritmo dos tempos de Ferrari. Mas é fato que a união dessas duas lendas alemãs não se daria se não fosse pelo compromisso de brigar por vitórias.
Dessa volta ficam duas certezas: a primeira é a de que mesmo um cara com uma biografia profissional excepcional, como Michael Schumacher, pode correr riscos e acrescentar novos capítulos a sua história. A segunda certeza é a de que o mundial de F1 de 2010, que por todas as novidades já prometia ser sensacional, será espetacular. Graças à volta do maior campeão que esse esporte já viu.

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